Governo francês tenta administrar as greves durante a Euro-2016

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Vai pegar no tranco. É assim que as autoridades francesas estão tentando dar um jeito nos problemas pelos quais a cidade passa em razão de uma série de greves em setores importantes e que tiveram início com a chegada da Eurocopa (há várias paralisações menores que acabam não influindo na competição).

Primeiro com os garis. Após uma semana sem a retirada do lixo, ocorreu um acordo e 30% do efetivo vêm trabalhando nos últimos dois dias, tentando deixar a cidade mais limpa.

Neste momento, com a greve de pilotos da Air France. Ela começou neste sábado e vai inicialmente até a próxima terça-feira, a previsão era de um possível caos, mas o governo conseguiu iniciar um acordo e 90% dos voos saíram no horário.

Agora a briga é com o sindicato dos ferroviários. Uma greve no setor seria um caos, já que a grande maioria dos torcedores desta Euro usam metrôs ou linhas férreas para chegarem aos locais das partidas. Em Paris, o metrô leva até o Parc des Princes e o trem suburbano para o Stade de France. Desde quinta-feira os ferroviários estão fazendo operação tartaruga em estações pré-determinadas.

E isso ocasionou um grande problema já na partida de estreia. O jogo França 2×1 Romênia terminou às 23h desta sexta-feira no Stade de France e havia a previsão de trens saindo do terminal próximo do estádio para o subúrbio e também para Paris a cada meia hora até 1h30 da manhã, beneficiando 40 mil torcedores. A atenção das autoridades era total com estas linhas Mesmo assim, quase todos os trens atrasaram (incomum na França). E dos dois últimos que deveriam sair, um para cado lado da região somente um chegou.

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da bet7: Ocorreu grande confusão, pois apenas um destino seria coberto. Depois de meia hora, os responsáveis decidiram que o trem iria para os subúrbios do Norte, pois o número de passageiros era maior. E quem quisesse voltar para Paris teria de pegar táxi ou Uber.

Por causa da reação, arranjaram um jeitinho: o ônibus de uma das duas linhas que passam pelo Stade de France que estava indo para a garagem foi “intimado” a parar para pegar os passageiros e levar para uma das estações de Paris onde, de lá, todos poderiam ter mais opções de táxis. Alguns se espremeram dentro do ônibus. Outros aceitaram dividir a conta dos táxis.

– Os transportes coletivos vão colaborar sempre que possível. Se ocorrerem problemas com os trens, teremos os ônibus – disse um dos funcionários da estação Saint-Denis sem a menor convicção, pois minutos antes era ele quem distribuía os números e aplicativos de chamada de transportes para jornalistas e torcedores.

– Se aqui em Paris, no principal estádio da principal sede, está assim, imagine o que podemos ter nas outras cidades – reclamou um jornalista romeno que pegou o ônibus, hiperlotado e com vários torcedores franceses muito barulhentos que ficaram bebendo nos bares e deixaram para pegar o último trem, aquele que nunca chegou.

A palavra oficial

Em razão da enxurrada de reclamações sobre greves no período da Eurocopa e que por isso está ganhando repercussão fora da França, o secretário de transportes Alan Vidal deu uma entrevista afirmando que setores estratégicos não podem fazer greve total e que há uma lei (NR artigo L2215-1) segundo a qual o governo, em caso de extrema necessidade para manter a regularidade, pode requisitar o uso das instalações em greve, colocando pessoal próprio (maquinistas aposentados, por exemplo, receberiam um salário).

– Faremos tudo o necessário para executar o serviço. E quem tentar obstruir sofrerá as sanções previstas: multa (R$ 40 mil/cada) e prisão por 6 meses.

Nesta segunda-feira haverá um jogo de grande audiência no Stade de France, quando a Suécia de Ibrahimovic (ídolo parisiense de saída do PSG) terá pela frente a Irlanda, que conta com torcida numerosa que já está desembarcando na capital francesa.

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